terça-feira, 3 de setembro de 2013

CONVIVENDO EM HARMONIA COM O ADVERSÁRIO



CONVIVENDO EM HARMONIA COM O ADVERSÁRIO

Em 1978, quando terminava a aula do colégio Atheneu, íamos: Eu, R. A. e J. B. R. N. , para o Clube de Xadrez, onde funcionava na época, na Academia Norte-riograndense de Letras.
R.  , eu já o conhecia da época, em que morou no interior, por volta do ano de 1972,  quando o pai dele trabalhava na cidade de Pau dos Ferros, (minha terra natal).  Estudava a mesma serie que eu, mas nunca fomos colegas da mesma sala de aula. B. , eu já o conhecia de vista, gritava muito com fominha de bola, nas peladas de futebol, antes de suceder as aulas de  Educação Física, em 1977. Era da mesma turma que eu na Educação Física, embora fosse um ano mais adiantado no colégio. Tornamos amigos, quando veio morar no mesmo bairro que eu já morava, em 1978 e participava de diversos lazeres, com outros amigos da adolescência, pelo bairro.
Embora fosse B. , quem me ensinou a jogar Xadrez, tínhamos divergências em nossa juventude, eu simpatizava mais a forma amena, sazonada de R. ser cordial. Eu também tinha os meus defeitos. Coisas que superamos com o tempo.
Foi R. , quem nos levou pro Clube de Xadrez, do qual já era sócio e apresentou M. de M. , que cursava engenharia elétrica, na UFRN ; era veterano de Xadrez e presidente do Clube, na época.
Assim, no final depois da aula, fazíamos amistosas partidas. Tinha também, um colega da mesma sala de aula de B. , que ele soube que também, jogava Xadrez, e formava comigo, o trio da equipe, para os Jogos Escolares do Rio Grande do Norte, (J.E.R.N.’s), de 1978. R. , apesar de jogar melhor que todos nós, já viajava o Brasil, em competições nacionais, ele não tinha mais idade para participar dos jogos escolares e foi nomeado como técnico.
A competição do JERN’s, era por equipes, que somava os pontos dos respectivos tabuleiros.
Uma vez, próximos dos JERN’s, fomos à noite para a casa de R. , próximo a Av. Salgado Filho, com o intuito de treinos, com as duas irmãs de R., a M. e a S. Com quem enfrentaríamos, contra o Colégio Imaculada Conceição. (C.I.C.)
Eu, já jogava razoável, mas também poderia perder fácil quando não me concentrava e joguei uma partida com a S. , que se apresentava disfarçando, não jogar muito, para então aparentar presa fácil, na competição oficial, quando me enfrentasse nos JERN’s e tentar me surpreender. Fui alertado, conversando depois com B. , que falou algo, pois tudo era uma farsa, manejada por R. nosso próprio técnico, mas irmão de S. e da M.  Mas, diante desse fato desleal como técnico, não existe de nossa parte, motivo para crucificar o bom caráter de R. que como tantos amigos, fazem muitos anos, que não mantemos contato. Tudo isso, foi malandragem, num bom sentido.
Eu, como jogador mais fraco que J. B. ,  e com o A. , (não me lembro o sobrenome com certeza, para citar a letra inicial), que era colega de sala de aula de B. . Então, fui nomeado primeiro tabuleiro, para enfrentar adversários mais fortes. B. , parece ter sido o segundo tabuleiro, para tentar consolidar mais pontos, na competição dos JERN’s , e o A. , deve ter sido o terceiro tabuleiro da nossa equipe.
Na primeira partida dos JERN’s, perdi fácil para R. G. da E.T.F.R.N. e os outros resultados da nossa equipe, não me lembro. Só sei o resultado da minha derrota. Lembro que venci o Colégio das Neves, contra um adversário técnicamente mais  fraco, e quando enfrentamos o C.I.C. , já alertado sobre a astúcia de S. , venci a partida. B. , se não me engano, perdeu para a M. e o A. venceu por W.O. , no terceiro tabuleiro. Noutra partida, enfrentamos a equipe mais forte, que era o Salesiano,. Os participantes, era um M.  , F.  e se não estou enganado, o terceiro tabuleiro, era F. , irmão de M. de M. , do Clube de Xadrez.
Não tenho mais, anotação das partidas dos tempos em que participava de poucos torneios ou mesmo amistosas partidas. Mas, a minha partida contra M. do Salesiano, tido como bom Enxadrista, foi equilibrada e mantive concentração, até eu ser derrotado pela experiência de M.
No final, nossa classificação nos J.E.R.N’s, foi terceiro lugar, com medalha de bronze. Ficando a primeira colocação para o Salesiano e em segundo, a E.T.F.R.N. .
Na noite, da entrega das medalhas, no Palácio dos Esportes, foi eu quem representei a equipe, para receber, e encontrei com R. G. que arrogante, me perguntou, o que eu teria vindo fazer.
Individualmente, somei mais pontos na equipe, mas não deixo de reconhecer o mérito dos colegas da equipe, que estavam  concluindo o  segundo  grau,  e estavam mais dedicados ao vestibular.
Nunca enfrentei B. numa partida oficial. Houve depois, um torneio enxadrista, organizado por R. , no América F. C. e havia uma partida para enfrentar B. , que esteve ausente e venci por W.O., em nosso único confronto oficial. Não me lembro das outras partidas nesse torneio do América, exceto uma disputa equilibrada contra A. de M. , irmão de M. de M. , adversário mais tradicional, em que quase surpreendi e fomos os  últimos a terminar a partida.
Apesar de eu jogar razoável, também as vezes, sem concentração, eu perdia partidas com facilidade. A gente recebia a simplória denominação de “capivara” , no Clube, quando perdia uma partida. Eu achava hilariante, a forma de B.  , expressar a denominação “capivara”, de uma forma bem humorada.
No ano seguinte,  1979, ; não disputei os jogos escolares por falta de equipe. B. e A. foram para a faculdade, cursarem respectivamente, direito e engenharia elétrica. Do A.  , só tive contato nessa época, nunca mais tive notícias.  Enquanto, eu e R. , concluíamos o terceiro ano cientifico e tínhamos que enfrentar o vestibular. Me dediquei mais a apreciar assuntos gerais de matemática e química, e gostava mais sobre o assunto de termologia em física, obtendo também , uma breve idéia sobre literatura depois, e fiz uma péssima redação e nas outras disciplinas, não fui tão constante, para ter o êxito e ser aprovado para cursar engenharia mecânica. Enfrentava zombarias, da forma de dar seguimento a vida interessado por livros, pensando só em seguir os meus sonhos de infância, larguei também o cursinho e comecei a pensar noutras coisas, como em ser escritor. O resto dessa história, já contei noutros textos.
Alguns anos depois, conheci W. P. na vizinhança do bairro e jogava partidas amistosas. Conheci também, Doutor S. D. , vizinho mais recente, e depois ficamos um tempo, jogando partidas amistosas.
Quando estive pouco tempo em São Paulo, em 1989; localizei um Clube Enxadrista, consultando o Guia Quatro Rodas, da cidade de São Paulo e freqüentei apenas durante uma tarde, num sábado, como visitante; que em rápidas partidas amistosas, contra um senhor de idade, polonês, que perdi por 7 x 1.
Depois, enfrentando dificuldades e indecisões, fiquei distante como também estou das outras pessoas, onde seguimos a direção rumo ao futuro, cada qual com seu objetivo. me equilibrei mais sozinho, escrevendo  minha historia e coordenando o que desenvolvi em todos esses anos, mais sazonado e mais consciente em compreender as dificuldades da vida.

Martinho. Natal, 16 de julho de 2005.

Um comentário:

  1. Só foi denominado as letras iniciais das pessoas citadas, por conter uma observação no documento deferido de direitos autorais da obra biográfica, em que as pessoas mencionadas, só seriam divulgadas com a devida autorização na apresentação do texto relacionado: CONVIVENDO EM HARMONIA COM O ADVERSÁRIO
    Martins Sampaio de Souza. Nata13/10/2013.

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