CONVIVENDO EM HARMONIA
COM O ADVERSÁRIO
Em 1978, quando terminava a aula do
colégio Atheneu, íamos: Eu, R. A. e J. B. R. N. , para o Clube de Xadrez, onde
funcionava na época, na Academia Norte-riograndense de Letras.
R.
, eu já o conhecia da época, em que morou no interior, por volta do ano
de 1972, quando o pai dele trabalhava na
cidade de Pau dos Ferros, (minha terra natal).
Estudava a mesma serie que eu, mas nunca fomos colegas da mesma sala de
aula. B. , eu já o conhecia de vista, gritava muito com fominha de bola, nas
peladas de futebol, antes de suceder as aulas de Educação Física, em 1977. Era da mesma turma
que eu na Educação Física, embora fosse um ano mais adiantado no colégio.
Tornamos amigos, quando veio morar no mesmo bairro que eu já morava, em 1978 e
participava de diversos lazeres, com outros amigos da adolescência, pelo bairro.
Embora fosse B. , quem me ensinou a
jogar Xadrez, tínhamos divergências em nossa juventude, eu simpatizava mais a
forma amena, sazonada de R. ser cordial. Eu também tinha os meus defeitos.
Coisas que superamos com o tempo.
Foi R. , quem nos levou pro Clube de
Xadrez, do qual já era sócio e apresentou M. de M. , que cursava engenharia elétrica,
na UFRN ; era veterano de Xadrez e presidente do Clube, na época.
Assim, no final depois da aula,
fazíamos amistosas partidas. Tinha também, um colega da mesma sala de aula de
B. , que ele soube que também, jogava Xadrez, e formava comigo, o trio da
equipe, para os Jogos Escolares do Rio Grande do Norte, (J.E.R.N.’s), de 1978.
R. , apesar de jogar melhor que todos nós, já viajava o Brasil, em competições
nacionais, ele não tinha mais idade para participar dos jogos escolares e foi
nomeado como técnico.
A competição do JERN’s, era por
equipes, que somava os pontos dos respectivos tabuleiros.
Uma vez, próximos dos JERN’s, fomos à
noite para a casa de R. , próximo a Av. Salgado Filho, com o intuito de
treinos, com as duas irmãs de R., a M. e a S. Com quem enfrentaríamos, contra o
Colégio Imaculada Conceição. (C.I.C.)
Eu, já jogava razoável, mas também
poderia perder fácil quando não me concentrava e joguei uma partida com a S. ,
que se apresentava disfarçando, não jogar muito, para então aparentar presa
fácil, na competição oficial, quando me enfrentasse nos JERN’s e tentar me
surpreender. Fui alertado, conversando depois com B. , que falou algo, pois
tudo era uma farsa, manejada por R. nosso próprio técnico, mas irmão de S. e da
M. Mas, diante desse fato desleal como
técnico, não existe de nossa parte, motivo para crucificar o bom caráter de R.
que como tantos amigos, fazem muitos anos, que não mantemos contato. Tudo isso,
foi malandragem, num bom sentido.
Eu, como jogador mais fraco que J. B.
, e com o A. , (não me lembro o
sobrenome com certeza, para citar a letra inicial), que era colega de sala de
aula de B. . Então, fui nomeado primeiro tabuleiro, para enfrentar adversários
mais fortes. B. , parece ter sido o segundo tabuleiro, para tentar consolidar
mais pontos, na competição dos JERN’s , e o A. , deve ter sido o terceiro
tabuleiro da nossa equipe.
Na primeira partida dos JERN’s, perdi
fácil para R. G. da E.T.F.R.N. e os outros resultados da nossa equipe, não me
lembro. Só sei o resultado da minha derrota. Lembro que venci o Colégio das
Neves, contra um adversário técnicamente mais
fraco, e quando enfrentamos o C.I.C. , já alertado sobre a astúcia de S.
, venci a partida. B. , se não me engano, perdeu para a M. e o A. venceu por
W.O. , no terceiro tabuleiro. Noutra partida, enfrentamos a equipe mais forte,
que era o Salesiano,. Os participantes, era um M. , F. e
se não estou enganado, o terceiro tabuleiro, era F. , irmão de M. de M. , do
Clube de Xadrez.
Não tenho mais, anotação das partidas
dos tempos em que participava de poucos torneios ou mesmo amistosas partidas.
Mas, a minha partida contra M. do Salesiano, tido como bom Enxadrista, foi
equilibrada e mantive concentração, até eu ser derrotado pela experiência de M.
No final, nossa classificação nos
J.E.R.N’s, foi terceiro lugar, com medalha de bronze. Ficando a primeira
colocação para o Salesiano e em segundo, a E.T.F.R.N. .
Na noite, da entrega das medalhas, no
Palácio dos Esportes, foi eu quem representei a equipe, para receber, e
encontrei com R. G. que arrogante, me perguntou, o que eu teria vindo fazer.
Individualmente, somei mais pontos na
equipe, mas não deixo de reconhecer o mérito dos colegas da equipe, que
estavam concluindo o segundo
grau, e estavam mais dedicados ao
vestibular.
Nunca enfrentei B. numa partida
oficial. Houve depois, um torneio enxadrista, organizado por R. , no América F.
C. e havia uma partida para enfrentar B. , que esteve ausente e venci por W.O.,
em nosso único confronto oficial. Não me lembro das outras partidas nesse
torneio do América, exceto uma disputa equilibrada contra A. de M. , irmão de
M. de M. , adversário mais tradicional, em que quase surpreendi e fomos os últimos a terminar a partida.
Apesar de eu jogar razoável, também
as vezes, sem concentração, eu perdia partidas com facilidade. A gente recebia
a simplória denominação de “capivara” , no Clube, quando perdia uma partida. Eu
achava hilariante, a forma de B. ,
expressar a denominação “capivara”, de uma forma bem humorada.
No ano seguinte, 1979, ; não disputei os jogos escolares por
falta de equipe. B. e A. foram para a faculdade, cursarem respectivamente,
direito e engenharia elétrica. Do A. ,
só tive contato nessa época, nunca mais tive notícias. Enquanto, eu e R. , concluíamos o terceiro ano
cientifico e tínhamos que enfrentar o vestibular. Me dediquei mais a apreciar
assuntos gerais de matemática e química, e gostava mais sobre o assunto de
termologia em física, obtendo também , uma breve idéia sobre literatura depois,
e fiz uma péssima redação e nas outras disciplinas, não fui tão constante, para
ter o êxito e ser aprovado para cursar engenharia mecânica. Enfrentava
zombarias, da forma de dar seguimento a vida interessado por livros, pensando
só em seguir os meus sonhos de infância, larguei também o cursinho e comecei a
pensar noutras coisas, como em ser escritor. O resto dessa história, já contei
noutros textos.
Alguns anos depois, conheci W. P. na
vizinhança do bairro e jogava partidas amistosas. Conheci também, Doutor S. D.
, vizinho mais recente, e depois ficamos um tempo, jogando partidas amistosas.
Quando estive pouco tempo em São
Paulo, em 1989; localizei um Clube Enxadrista, consultando o Guia Quatro Rodas,
da cidade de São Paulo e freqüentei apenas durante uma tarde, num sábado, como
visitante; que em rápidas partidas amistosas, contra um senhor de idade,
polonês, que perdi por 7 x 1.
Depois, enfrentando dificuldades e
indecisões, fiquei distante como também estou das outras pessoas, onde seguimos
a direção rumo ao futuro, cada qual com seu objetivo. me equilibrei mais
sozinho, escrevendo minha historia e
coordenando o que desenvolvi em todos esses anos, mais sazonado e mais
consciente em compreender as dificuldades da vida.
Martinho. Natal, 16 de julho de 2005.
Só foi denominado as letras iniciais das pessoas citadas, por conter uma observação no documento deferido de direitos autorais da obra biográfica, em que as pessoas mencionadas, só seriam divulgadas com a devida autorização na apresentação do texto relacionado: CONVIVENDO EM HARMONIA COM O ADVERSÁRIO
ResponderExcluirMartins Sampaio de Souza. Nata13/10/2013.