terça-feira, 3 de setembro de 2013

O POUCO QUE AINDA POSSUO E O MEU ACERVO



O POUCO QUE AINDA POSSUO E O MEU ACERVO

“Amittit merito proprium que alienum adperit.”
*”Quem cobiça o alheio perde, de modo justo, o próprio. “

Em volta de tanto fútil exuberância ou luxo alheio, eu nada quero.
Mas, o modesto fusca que possuo, embora não pude tê-lo do meu próprio bolso, porém mesmo em volta de tanta modernidade dos veículos luxuosos, é incomparável com o apreço que tenho pelo mero fusca. Então, ainda existe gente que cobiça, questionando se vendo ou insistindo comprá-lo.
Coloquei um bebedouro de água mineral no espaço cultural, porque não tinha freezer e deixo disponível pra qualquer pessoa, independente de ser mendigo ou fúteis vagabundos de rua,beberem água, porque em busca de motivo para difamação, sempre acontecia de quem, mesmo vindo da própria casa, solicitava água para beber, simplesmente porque eu não tinha geladeira e assim era motivo para as más línguas reclamarem que se negava água. Numa transparente constante apelação vil, bem mais proposital do que mesmo uma necessária hidratação. Mas, também logo apareceu gente interessado com insistência, solicitando me comprar o bebedouro.
Coloquei meus caiaques para demonstrar minha intenção em dispor eventos esportivos anexos a Feira cultural, mas já insistiram ou me questionaram se eu os venderia.   Também noutra intenção esportiva, o meu Tabuleiro, com as respectivas peças de Xadrez, também insistiram em me comprá-lo mesmo independente do apreço no comentário em  me ter sido presenteado por minha póstuma Irmã, mas o cobiçador me falou “que zelaria” se eu o vendesse.
As duas mesas de madeira com oito cadeiras, para o acesso de uma eventual necessidade de sentar, me quiseram comprar.
Os dois bancos de sentar, que também comprei, já foi motivo de cobiça, também quando me quiseram comprar.
 Não tenho nada luxuoso e eu nunca vendi nada do que possuo, nem também cobiço riquezas, mas o pouco que tenho, é motivo de gente fútil cobiçar.
Como eu disse, mesmo nunca tendo vendido nada do que seja meu, mas o que emprestei do acervo de ferramentas e livros do meu acervo didático ou não me devolveram ou me roubaram.
Independente de altruísmo, mas por cordialidade cedi algumas mobílias, executadas com minha atividade de marceneiro na juventude, cedi  cordialmente, na juventude,  portanto a duas mulheres, independente de não me quererem como companheiro.
As camisetas que pinto sem equipamento profissional, mas apenas para demonstrar aplicação impressas com logotipos, slogans, desenhos, reflexões de minha autoria, disponível apenas como acervo, sem fins lucrativos, numa apresentação cultural e eu não vendo mesmo porque só disponho jornais e revistas como jornaleiro comercialmente.
Mas, eu cedi cordialmente a algumas pessoas, uma quantidade aproximada de duzentas camisetas e o restante  sumiram mais de duzentas camisetas que eu vinha adquirindo e pintando durante mais de dez anos.
Minhas ferramentas que restaram, também já me quiseram comprar. Enfim, nunca vendi nada meu e eu nada quero do que alguém possa possuir.
Não vendo nada meu, nem também faço nada por dinheiro. Evidente e óbvio alguma remuneração ser natural para qualquer pessoa sobreviver, mas cada qual, faz o que se pode naturalmente.
SERIA NECESSARIO UM SLOGAN DE QUE COMPRO O QUE POSSO NAS LOJAS E O QUE EXECUTO COM MATÉRIA PRIMA, É APENAS POR UMA VENERAÇÃO CULTURAL.
MARtin(s)(ho). Natal, 23/05/2013.

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