O POUCO QUE
AINDA POSSUO E O MEU ACERVO
“Amittit
merito proprium que alienum adperit.”
*”Quem
cobiça o alheio perde, de modo justo, o próprio. “
Em volta de
tanto fútil exuberância ou luxo alheio, eu nada quero.
Mas, o
modesto fusca que possuo, embora não pude tê-lo do meu próprio bolso, porém
mesmo em volta de tanta modernidade dos veículos luxuosos, é incomparável com o
apreço que tenho pelo mero fusca. Então, ainda existe gente que cobiça,
questionando se vendo ou insistindo comprá-lo.
Coloquei um
bebedouro de água mineral no espaço cultural, porque não tinha freezer e deixo disponível
pra qualquer pessoa, independente de ser mendigo ou fúteis vagabundos de
rua,beberem água, porque em busca de motivo para difamação, sempre acontecia de
quem, mesmo vindo da própria casa, solicitava água para beber, simplesmente
porque eu não tinha geladeira e assim era motivo para as más línguas reclamarem
que se negava água. Numa transparente constante apelação vil, bem mais
proposital do que mesmo uma necessária hidratação. Mas, também logo apareceu
gente interessado com insistência, solicitando me comprar o bebedouro.
Coloquei
meus caiaques para demonstrar minha intenção em dispor eventos esportivos
anexos a Feira cultural, mas já insistiram ou me questionaram se eu os
venderia. Também noutra intenção esportiva, o meu
Tabuleiro, com as respectivas peças de Xadrez, também insistiram em me
comprá-lo mesmo independente do apreço no comentário em me ter sido presenteado por minha póstuma
Irmã, mas o cobiçador me falou “que zelaria” se eu o vendesse.
As duas
mesas de madeira com oito cadeiras, para o acesso de uma eventual necessidade
de sentar, me quiseram comprar.
Os dois
bancos de sentar, que também comprei, já foi motivo de cobiça, também quando me
quiseram comprar.
Não tenho nada luxuoso e eu nunca vendi nada
do que possuo, nem também cobiço riquezas, mas o pouco que tenho, é motivo de
gente fútil cobiçar.
Como eu
disse, mesmo nunca tendo vendido nada do que seja meu, mas o que emprestei do
acervo de ferramentas e livros do meu acervo didático ou não me devolveram ou
me roubaram.
Independente
de altruísmo, mas por cordialidade cedi algumas mobílias, executadas com minha
atividade de marceneiro na juventude, cedi
cordialmente, na juventude, portanto a duas mulheres, independente de não
me quererem como companheiro.
As camisetas
que pinto sem equipamento profissional, mas apenas para demonstrar aplicação
impressas com logotipos, slogans, desenhos, reflexões de minha autoria,
disponível apenas como acervo, sem fins lucrativos, numa apresentação cultural
e eu não vendo mesmo porque só disponho jornais e revistas como jornaleiro
comercialmente.
Mas, eu cedi
cordialmente a algumas pessoas, uma quantidade aproximada de duzentas camisetas
e o restante sumiram mais de duzentas
camisetas que eu vinha adquirindo e pintando durante mais de dez anos.
Minhas
ferramentas que restaram, também já me quiseram comprar. Enfim, nunca vendi
nada meu e eu nada quero do que alguém possa possuir.
Não vendo
nada meu, nem também faço nada por dinheiro. Evidente e óbvio alguma
remuneração ser natural para qualquer pessoa sobreviver, mas cada qual, faz o
que se pode naturalmente.
SERIA
NECESSARIO UM SLOGAN DE QUE COMPRO O QUE POSSO NAS LOJAS E O QUE EXECUTO COM
MATÉRIA PRIMA, É APENAS POR UMA VENERAÇÃO CULTURAL.
MARtin(s)(ho). Natal, 23/05/2013.
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