A GALINHA QUE ESCAPOU DA PANELA PROMETENDO LUDIBRIAR A
RAPOSA
Num dia, em que muitos fanfarrões, caçadores e moças de
pouca-vergonha, iriam comemorar uma farra, na barraca; onde havia farta bebida
e comida, no galinheiro da cortesã.
E então, a galinha mais imensa, em formosura, seria
suficiente, para o abate, destinada a panela, e assim, findar na pança, como
aperitivo de todos, na ocasionada badalação.
Mas, quando a tal galinha, ciente do melancólico destino na
panela, pediu uma chance, lembrando, orgulhosamente, toda própria formosura,
ter sobrevivido, e nunca ter sido alimento da predadora raposa, que todos
fracassaram, quando ousaram ir na caça
e foram sempre em vão.
Pensaram, aí então, concluíram, que a tal galinha tinha
razão. O êxito que a galinha contava, não era nenhuma vaidade. Decidiram, por
unanimidade, não sacrificarem mais a galinha.
Quando a raposa chegou no tal galinheiro, então a galinha formosa, foi logo desafiar,
pois era inteiramente agradecida, por ainda está toda exuberante pelo terreiro.
A galinha, falou para a raposa que se fosse a refeição do
dia, não seria necessário nenhuma sobremesa, pois nela havia muita saborosa
carne, e até dormir pelo terreiro, se assim quisesse, com toda satisfação
ser suficiente, não sendo necessário mais nada.
Enquanto a raposa refletia,
a galinha pensava, se acontecesse tudo que ela, a galinha havia sugerido, então
a raposa seria vencida e todos apanharem a raposa.
A raposa, então, resolveu apenas querer um acasalamento com
a tal galinha ao vê-la se exibindo com as coxinhas, pra finalmente ter uma
sensação platônica, que tanto buscava, e nunca havia tido.
Durante as reflexões da raposa, que sempre pensava em ser
patriarca, poderia finalmente, acontecer na floresta, o casamento da raposa com
uma galinha.
Mas, a raposa quando foi se acasalar com a galinha, nada
concluiu de modo exato, com tanta ambigüidade, nas muitas opções, onde sempre
com esperta naturalidade, é então, uma vencedora.
A galinha que tanto acreditava haver conquistado a raposa,
ao vê-la indecisa, pediu para a raposa fazer o que bem ela a galinha então
quisesse, e indiferente mesmo sem saber por qual motivo, a raposa, ficou com dúvida, após ter ficado desmotivada
e talvez ter sido castrada pela tal galinha, quando é
necessário ser apenas triunfante, sem preciso vangloriar qualquer situação.
Martin(s)(ho). 07 de
outubro de 2012.
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