“Pra que
pedir se melhor é trabalhar.”
“Que bom se trabalhasse ser melhor que pedir”. Essa bela
frase eu ouvi certa vez, na igreja da minha religião católica.
Alguns mendigos abordam nas casas batendo força tão
exacerbadamente, que refleti que se tamanha força espalmada fosse utilizada
para trabalhar, seria muito mais nobre.
E o pior dessa situação, da gente que não mora em
condomínio, é que a maioria dos pedintes, se acham que estão corretos. Mas,
isso é um problema de assistência social. Porém quando tenho uma moedinha lá no
fundo do bolso voluntariamente dou aos mendigos que encontro pelo meu caminho,
na rua.
Quando há humildade e dedicação em tarefas modestas.
Muitos chegam pedindo algo, mas quando não se pode ser
gentil, pedem isso, aquilo ou finalmente água para beber.
Notavelmente que Deus tenha compaixão de mim,
Por essa interpretação.
Quando posso compro uma cesta básica para um rapazinho
trabalhador
Que corta o capim das calçadas da vizinhança
E costumo exemplificar essa atitude para quem bate na minha
porta.
(Martins Sampaio)
Mas, quando percebo que uma pessoa precisa realmente de
ajuda, não vai farrear nem fazer troca de doação por cachaças nos botecos se
for o caso e eu podendo ser útil, aprendi que devo fazer o fundamental, que é
dividir o meu sagrado pão.
E se for criança
farei mais que um doutor, mas não é apenas médico no sentido popular, porém: também
um doutor em engenharia, advocacia, o odontólogo, professor também é doutor,
pois para lecionar é categoricamente acadêmico e concursado, etc...
Farei humildemente perceber que acima de um homem de
verdade, só existe Deus e que a gente só é: como diz o ditado: “mais forte que
o fumo de Abdias” como se ouve pelos nossos sertões.
Martins Sampaio
Sobre esse assunto de mendigar, recordo com muita tristeza,
uma tarde, em que uma menininha me pediu um “alimento”. Falei que tinha uma
cesta básica para um rapazinho trabalhador, que cortava capim. A pobre menina
com tristeza silenciosamente olhava minha face e eu comentar palavras a ela de
ingratidão.
Eu pretendia ajudá-la muito mais, mas estava a pensar
lembrando os anúncios dos autofalantes do Carrefour que orienta não fazer
doação no interior da loja, pois incentiva a mendigar e afastava a criança da
escola.
Eu refletia sobre perguntar onde estavam seus pais, etc...
depois iria até a cozinha no armário pegar alguns “alimentos”, pensar em ser
útil, mas lamentavelmente o tempo não foi suficiente, perdi minha concentração.
E fiquei melancólico por não saber ter ajudado.
Esclareço, sem nenhum remorso que não pretendo em nenhuma
situação fazer doação para “gincana” dessa moçada de escolas privada para
estabelecer benevolência, porque não faço é que as Escolas são ricas e os
alunos devem fazer esse tipo de solicitação aos próprios pais.
Para exemplificar filantropia, exemplifico pilantropia do
eis representante da Editora Abril, o português: Manoel Lopes, quando exerci o mero
cargo de jornaleiro durante 30 anos e ele mandava os funcionários vender rifa
para “Lar da Vovozinha” “Centro Espirita Tal”, “Armazém da Caridade” e outras
instituições pilantrópicas, não tinha nada de altruísta. Do bolso dele não saia
um tostão. Tudo era uma farsa anunciada pela mídia.
Na
empresa dele, uma distribuidora de revistas, passei dez anos sem conseguir
obter cadastro, até solicitar através de terceiros que foi sugerido, parcelar
um Caução Mercantil em quatro parcelas. Mas, não tive nenhum dinheiro de volta
com correção, conforme o contrato. E só me entregou o documento na época,
quando eu havia concluído a última parcela e solicitado, mas não exigi
comprovante, conforme o recibo pago na entrada.
Fui roubado. Ele não me pagou após nada, só a Editora Abril dispor um
novo representante. Tive que contratar um advogado que acessou a empresa matriz
da Abril Cultural, localizada em São Paulo e que na realidade foi quem pagou e
honrou a dívida.