segunda-feira, 3 de novembro de 2025

ERGUENDO O OLHAR PARA O CÉU

 

ERGUENDO O OLHAR PARA O CÉU

 

Antigamente, não se via crianças 

Vendendo objetos nos semáforos

Numa árdua sobrevivência

O trânsito era tranquilo

Não havia tanto temor de assaltos

Ninguém machucava ninguém

Ergo o olhar para o céu

Perdido no horizonte

Apesar da dor

A gente navega num mar

Consolidado de harmonia

Porque Deus escreve a nossa história

Em páginas douradas de sol

Numa estrada radiante.

 

Martins Sampaio

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